Um ano sem Harry Potter

domingo, 15 de julho de 2012
Divulgação
Me lembro como se fosse ontem. Havia ido ao cinema assistir um filme que coincidiu com o final de semana de estréia de um dos longas de um tal bruxo Harry Potter. A fila dobrava várias escadas acima e eu nunca havia me interessado por ele, achava tão infantil. Mas um dia me vi obrigada a assistir “Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban”, o terceiro da saga, junto com as amigas. E logo na primeira cena, me encantei. É verdade que os primeiros filmes são meio infantis, mas isso faz parte. O menino era um menino e vai crescendo, passando por todas as fases da vida até a maioridade...e os longas acompanham esse crescimento.
E que atire a primeira pedra aquele que mesmo detestando nunca ouviu falar de Harry Potter. Existem filmes que ganharam Oscars e que foram esquecidos completamente com o passar do tempo, outros nunca ganharam nenhum e fizeram história. O que define ele ser um grande sucesso? Não são os recordes de vendas de livro, nem de ingressos e bilheteria, pois isso tantos outros longas de baixa qualidade conseguem. O que o define assim é a marca que ele é capaz de deixar na história. E essa marca, neste caso, tem um óculos e um raio.
Crianças no mundo inteiro foram à escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, viraram Sonserinos, Grifinórios, Luffa-Luffas, Corvinais através do Chapéu Seletor, visitaram a cabana de Hagrid, estiveram presentes na sala do diretor Dumbledore, acompanharam acordados as aulas do Profº Snape e jogaram Quadribol. Em 30 de junho de 1997, J.K. Rowling iniciava na escrita uma história que recebeu muitos “nãos” até novembro de 2001 com o primeiro título transformado nas telonas do cinema.
E um dia essas crianças cresceram e estavam lotando salas por todo o país para se despedir em cena do maior bruxo que a indústria cinematográfica poderia fazer. Estavam todos lá quando Rony Weasley e Hermione Granger deram o primeiro beijo e quando Harry Potter, o menino que sobreviveu, apontava pela última vez a sua varinha para impedir Lord Voldemort para sempre...O cinema também acompanhou isso, desde o que podemos chamar do mais “primitivo” do primeiro filme, passando pelos efeitos de computador e maquiagens mais elaboradas, e finalmente acabando nas dimensões do 3D.
 “Em 15 de julho” ... “Termina”  ... “Onde tudo começou” ... assim dizia o trailer de Relíquias da Morte – Parte 2. Há um ano, grande parte deixava a sala do cinema triste e chorando, pois a nossa infância e adolescência, até o começo da vida adulta, se acabou ali. Mas só nos cinemas. Nas lojas, nos sites, nos e-books, nos eventos, na história do cinema e nas nossas lembranças, eles todos ainda permanecem como se fossem vivos. E nós todos ainda somos bruxos de Hogwarts.

  

3 comentários:

  1. Texto maravilhoso, parabéns! Hoje estou numa nostalgia gigantesca ;')

  1. Michel Ferreira disse...:

    Parabéns pelo seu texto e o video, muito tocante sou fã de Harry Potter também e fiquei muito emocionado e comovido com o texto e pelas lembranças que o mesmo me trouxe quando criança... parabéns mesmo...

    HARRY POTTER FOREVER ♥

  1. Vincent disse...:

    Vi seu comentário pelo facebook,ótimo texto parabéns e #vivaHPalways!

Postar um comentário