Presente criativo para fãs de Game Of Thrones

sábado, 7 de janeiro de 2017
Depois de alguns anos de relacionamento, fica cada vez mais difícil você ter ideia de um presente criativo para aquela pessoa especial. Após várias pesquisas na internet, encontrei algo muito interessante: um kit Game Of Thrones totalmente personalizado. Para quem é fã da série, este é um presente incrível, mas tive que fazer algumas adaptações. A caixa original era para o Dia dos Namorados e consistia em ter pipoca e refrigerante, além de doces. Como queria preparar algo para o Natal e também algumas coisas mais especiais, substitui a pipoca e o refrigerante por roupas com a temática da série. 
O mais interessante no entanto, são os doces, que você pode colocar dentro de saquinhos personalizados com as Casas da série - cada um representado por um doce. Veja como preparei o meu kit e tudo o que você vai precisar para fazer o seu.

Escolhi cinco Casas, sendo que uma foi a minha própria - Lannister, Stark, Tyrell, Targaryen e Sabbag (a minha), com os seus devidos brasões (a da minha foi uma foto do nosso cachorro, Chewie). E escolhi doces que representassem estas Casas: moedas de ouro de chocolate para os Lannisters, garrafinhas de licor para os Starks, Fini (aqueles docinhos coloridos, tipo minhoca) para os Tyrell, 3 Kinder Ovo para os Targaryen, e pirulito de coração para a minha própria Casa. Peguei os brasões, baixei a fonte da série no meu computador e fiz uma montagem, no word mesmo, com fundo preto. Compre os doces, coloque nos saquinhos, recorte a impressão de forma que fique no tamanho ideal para fechar os sacos e feche com a fita dupla face. 

Então, para esta etapa, você precisará de: Criar a arte, imprimir em um papel mais duro,  tipo cartão, mas que seja maleável para dobrar; 5 saquinhos plásticos e fita dupla face.

Depois, fui ao shopping e comprei uma camiseta com o símbolo da Casa Stark e o escrito "Winter is comming" e como complemento, uma bermuda azul marinho. Dobrei e coloquei ambas no fundo da caixa de presente e com os saquinhos de doce em cima delas. 

Aqui você precisará de: caixa de presente média ou que caibam as peças de roupa dobrada.

Para finalizar pegue um papel celofane transparente para embrulhar, um laço maravilhoso e para dar o toque final, faça mais uma impressão de fundo preto com os dizeres "King of my heart", com a fonte da série, e passe com uma fita em volta do embrulho, de forma que fique bem de frente junto com o laço. 

Como você pode ver pelas fotos, é lindo, é criativo e ideal para dar de presente para quem você ama e é fã de Game Of Thrones! 

Kit pronto

Saquinho de doces finalizado representando as Casas escolhidas
Camiseta e bermuda dobradas na caixa de presente junto dos doces

Finish!
Está com dúvidas? É só comentar aqui que eu respondo! Mãos à obra!

Como saber se estou humanizando o meu animal?

terça-feira, 6 de dezembro de 2016
Você já deve ter tido esta dúvida, com certeza. Cães com comportamentos estranhos, como agressividade, lambedura excessiva, agitação, ansiedade ou até mesmo ser muito apegado ao dono, podem ser sinais que de você está fazendo algo errado com seu animalzinho. E nós sempre nos preocupamos muito com eles, não é verdade?


Fiz uma matéria especial sobre este tema com a Dra. Livia Romeiro, veterinária e especialista em comportamento animal, da Vet Quality Centro Veterinário. Listei algumas atitudes que vejo em muitos grupos de animais no facebook e pedi à especialista que comentasse sobre este comportamento humano com relação aos bichinhos. Veja abaixo as respostas dela e fique atento ao que você está fazendo com ele:

Se você faz...
...Festa de aniversário: é uma forma de humanizar, mas é um dos menores desencadeantes de problemas comportamentais. Até porque só ocorre uma vez ao ano, e na verdade pode até ser uma boa forma de socializar o animal a outros da sua espécie.
...Dar chupeta: Humanização extrema. Nenhum animal, nem mesmo nós humanos necessitamos do estímulo da sucção fora do período de aleitamento. Isso pode gerar dependência psicológica ao animal, além de ser um grande risco para a ingestão de corpo estranho (o bico da chupeta) podendo levar o animal a um quadro obstrutivo onde será necessária cirurgia para retirada do mesmo.
...Falar com voz de criança e tratar como um bebê: não chega a ser uma humanização, pois para o cão esta é forma de comunicação que ele conhece daquela determinada pessoa. Ele entende como se ela só falasse assim. Mostra um certo grau de inferioridade para os cães pois sons mais agudos são entendidos como certa fraqueza, perto de sons graves e mais confiantes.
...Preocupação excessiva com o animal  (questionando sempre se ele está com o peso ideal, se isso ou aquilo é normal, etc): este zelo com a saúde não pode ser caracterizada como humanização a não ser que o proprietário comece a compara as próprias doenças com o cão Por exemplo, levar o animal ao veterinário para ver se ele tem bronquite pois o dono também tem e acredita que o cão realiza determinada reação igual a ela, logo tem a mesma doença. Ou por ser diabética, aplica a mesma dieta ao cão, pois acredita que ele seja diabético também.
 ...Carregar o animal no colo mesmo quando não é necessário: forte característica de humanização e bem prejudicial ao comportamento canino e felino.  
...Fazer uma decoração especial no cantinho onde ele dorme: não impacta muito no animal desde que o limite de conforto dele não seja afetado. Espaços muito enfeitados se tornam muito estimulantes para um gato que necessita apenas de uma toca escurinha e confortável para dormir.
...Ter um carrinho de bebê para levá-lo ao passeio: humanização, da mesma forma como levar o cão no colo mesmo quando não é necessário.
 
Você pode conferir a matéria completa, com outras perguntas sobre saúde animal no meu site: http://www.etamundobom.net.br/2016/09/como-saber-se-voce-esta-humanizando-o.html

Crítica: Animais Fantásticos e Onde Habitam


 Apesar de derivar de Harry Potter, mundo mágico retorna às telas de um modo diferente e mostra independência 




Fazer uma crítica ou resenha de Animais Fantásticos e Onde Habitam não é uma tarefa fácil para alguém que acompanhou e leu toda a história de Harry Potter. O mesmo vale para todos os envolvidos na produção. Levar o legado do bruxo mais famoso do mundo é como carregar um fardo: não pode ser igual, pois faltará a originalidade; não pode ser diferente, pois se trata do mesmo mundo; e ainda correr o enorme risco de um grande fiasco. O desafio era, portanto, gigantesco.

Um desafio que na verdade parece mágica nas mãos de J.K. Rowling. Se você vai ao cinema assistir Animais Fantásticos e espera ali encontrar uma pontinha de “Harry Potter”, esqueça. Claro, há referências, objetos, nomes – mas, definitivamente, não estamos vivendo a mesma coisa. E isto é o que há de mais fantástico, pois acabamos entrando em um novo mundo bruxo, onde não sabemos o que vai acontecer ou quem são aqueles personagens. Apesar de existir a base, para qualquer um, fã de Harry Potter ou não, isto é novo. Não há como deixar de se impressionar com a quantidade de coisas – que nós sempre julgamos conhecer. 

O público do lado de fora representa bem a evolução dessa geração. São namorados, maridos, esposas, mães e filhos (não crianças, vejam bem), velhos amigos, em novas etapas de suas vidas, já crescidos. E neste novo longa não estamos falando do primeiro amor, da “escola”, das “aventuras” – estamos falando de guerra, intolerância, julgamentos. Enfim, uma saga que cresceu junto da geração que a acompanha. 

Eddie Redmayne, vencedor de um Oscar, transmite pela tela exatamente aquilo que se espera do protagonista Newt Scamander. Mas é Dan Floger, o não-mágico, que vai conquistar o público com uma atuação cômica e ainda assim, pura em sua essência. Com ele, nada parece forçado, ao contrário da personagem Queenie, da qual, diga-se de passagem, não me cativou muito. O enredo não peca: muito mais sombrio, tenso e maduro. Óbvio que não se fala somente de animais fantásticos que fugiram da maleta de um bruxo que os estuda e causam confusão em New York. Este é apenas o pretexto para algo maior que acontece ao fundo.

É o que dará o pano para a manga em todos os próximos quatro filmes já confirmados. No entanto, surpreende por aparecer tão cedo. Precoce? Talvez. Porém, sem dúvida é de sentir um frio na espinha quando você observa a tela mudar e...Isso realmente aconteceu? Ousado em um primeiro momento e óbvio alguns instantes depois. Mas não perca seu tempo tentando encontrar ali todas as referências a Harry Potter, pois elas quase não existem. Afinal, os efeitos em 3D dos animais e da destruição em si são muito bons e valem a sua imersão. Dá vontade de entrarmos naquela maleta junto com Newt e cuidarmos de todos eles! 

Ainda assim, o filme não é perfeito. Peca nas lutas com varinhas. Falta mais emoção, mais feitiços complexos, mais vontade – As varinhas são pouco usadas e são elas, afinal de contas, que representam um bruxo. Deixou a desejar neste quesito, mas nada que afete a obra como um todo. Transformar um pequeno livro-catálogo de 63 páginas em um filme de quase 3 horas também não deve ser fácil e algumas coisas acabam ficando pelo caminho, naturalmente. Animais Fantásticos e Onde Habitam é, portanto, um longa introdutório para histórias ainda mais complexas e obscuras que escutamos por cima, sem muitos detalhes. Não há nostalgia, não se prende a algo anterior. J.K. Rowling nos descortina um mundo novo e a única coisa da qual podemos ter certeza sobre isso, é que não teremos a certeza de mais nada.

Link da matéria original no meu site: http://www.etamundobom.net.br/2016/11/animais-fantasticos-e-onde-habitam.html 

Crítica: Capitão América: Guerral Civil

domingo, 1 de maio de 2016


É improvável que alguém não vá gostar de Capitão América: Guerra Civil. Você já deve ter lido muitas críticas pela internet e com certeza testemunhou que o filme realmente é bom. Pois bem, tudo o que você já leu até aqui é verdade! Desde o clichê "melhor longa do que Batman vs Superman", até as características típicas dos filmes da Marvel, "engraçado" e "excelentes cenas de luta".
Será que a Marvel tem uma receita para elaborar tudo isso? Na verdade, não. Ela testou um formato que deu certo desde o princípio e aprendeu a desenvolver os roteiros, inclusive de heróis menos badalados como "Guardiões da Galáxia" - que na minha opinião tem a melhor trilha sonora em perfeita sintonia com o filme.
No entanto, Guerra Civil não é, como alguns dizem, um longa dos Vingadores. Mas é, e muito, uma história do Capitão América. Assim como não vou fazer aqui, não recomendo que alguém leia críticas com spoilers (afinal que graça tem?), mas se você quer ir em frente mesmo assim, pode ir. Em parte, você estará sabendo de tudo que acontece, porém, não vai esperar a forma como acontece e isso é o ingrediente que torna essa mistura de heróis tão bem combinada. 
Nenhum deles está ali nas telas por acaso, não foram simplesmente jogados por que tinham que ser jogados, não aparecem ali porque é simplesmente legal. Não, esqueça essa poção mágica falha da DC. Cada um dos novos heróis são muito bem inseridos na trama e alguns proporcionam momentos hilários, deixando bem claro que poderiam apoiar qualquer um dos lados. 
Falar do Homem Aranha a esta altura do campeonato seria clichê da minha parte, até porque, apesar da grande expectativa em torno dele, minha surpresa foi por outro personagem. Nem mesmo no seu filme solo o Homem Formiga conseguiu me conquistar, em termos de simpatia pelo personagem, tanto quanto em Guerra Civil. E no final das contas, ele foi muito mais útil ao time Capitão América, do que o Homem Aranha foi ao time Homem de Ferro
A maior jogada do filme está justamente na receita de saber colocá-los e tirá-los de cena. Foi como um "Chega, está bom de aperitivos. Vamos guardar o resto para mais tarde". Excelente! Sem exageros, o filme cumpre o seu papel com ação e diversão bem equilibrados. É verdade que sentimos um pouco de falta daquela tensão do conflito, e acredito que seja porque só estamos esperando para vê-los juntos em um único momento épico, mas isso não faz diferença.
Guerra Civil é uma lição de moral, inteligência e você diz "isso faz sentido". Tudo faz sentido e é muito bem construído. E ainda mostrou que vem muito mais por aí. A Marvel não se cansa nunca de fazer bons filmes. Bom pra nós. 

Crítica: Spotlight: Segredos Revelados

domingo, 27 de março de 2016
Filme "Spotlight: Segredos Revelados"

Definitivamente este não é o filme para ganhar o Oscar de Melhor Filme. Este é o filme feito para ganhar a razão e a emoção. Spotlight: Segredos Revelados, que concorreu à premiação nesta categoria, não venceria realmente. A sua proposta é a de ser um roteiro muito bem adaptado e prender a atenção do público em cada mínimo detalhe.
É impossível que uma única pessoa seja capaz de percebê-los e a maioria com certeza deixará muitos deles passarem batidos. A grandeza do filme está justamente na sua complexidade em tratar a realidade nua e crua, tal qual é. O longa conta a história da equipe de jornalistas que investigam os casos de pedofilia na Igreja Católica que ouvimos nos noticiários em anos anteriores - Sim, estamos falando da vida real - e requer muita concentração nos diálogos bem estruturados e nas cenas mudas, que podem dizer tanto quanto aquele momento de debate sobre pautas. 
Spotlight não é aquele filme que busca simplesmente retratar o jornalista como o herói que salva o dia. Não há espaços para clichês. Não há espaço para mais do mesmo. Não há espaço para a pura emoção e a banalidade com que muitas vezes o cinema a usa para fazer o público chorar. O objetivo é falar da realidade, e a realidade é dura como uma pedra.
O caso de pedofilia nesta que se diz a mais santa igreja, se torna coadjuvante perto de outra questão muito bem explorada pelo diretor Thomas McCarthy: somos seres humanos, às vezes cegos pelo egocentrismo, às vezes usados por um sistema de interesses e às vezes apenas humanos. São tantas questões, tantos temas que podem ser vistos jogados aos nossos olhos, cena após cena, que seria impossível uma crítica breve e curta. É imprescindível a observação, mas claro, um jornalista de verdade verá de um jeito. Outros, de outras profissões, verão ainda de outra forma.
O que se pode afirmar, de uma maneira geral, é que o longa é uma crítica e ao mesmo tempo um apoio à imprensa. Em tempos de crise política, como esta que o Brasil vive atualmente, estamos divididos entre contra e à favor de algo ou alguém, e neste meio estão os veículos de comunicação, tido como "manipuladores" de informação. Spotlight chega para posicionar de uma vez por todas o que é a imprensa: 
1. Essencial para expor e trazer a público o que é do público. A equipe que move um veículo de comunicação, tenha ele mais ou menos influência, pode mudar a história! Pode colocar nomes nos culpados, pode revelar segredos obscuros, pode tocar o dedo na ferida e fazer doer (e muito!). A imprensa é o único meio que dá voz à população.
2. O jornalista é humano. Ele erra, ele se engana, ele deixa passar. Impossível ser perfeito em uma profissão onde a própria reunião de pauta é um "filtro" dos assuntos - ou seja, fatos importantes serão ignorados - e a própria imprensa, que faz parte de uma indústria da comunicação, precisa saber vender e ter lucro.
Spotlight retrata exatamente isso. O quanto somos humanos dentro de um sistema imperfeito. O quanto ainda precisamos saber refletir na enxurrada de informações que nos batem a porta minuto a minuto, sem dar grande valor ao que ela carrega. O quanto necessitamos saber a hora de abaixar a câmera, o bloquinho e a caneta, e aprender a observar o que acontece no interior do outro - desconhecido ou familiar -, e no nosso interior. 
Não é um filme para se chorar, mas confesso que me emocionei. Me emocionei porque sou jornalista e recapitulei mentalmente quantas histórias passaram por mim que ninguém nunca irá saber ou conhecer e sempre me perguntei quantas ainda estão por aí sem serem contadas. O que é esse mundo engessadamente corporativo que nos diz que a emoção não deve ser expressada? O que é esse mundo que nos obriga a viver apressadamente sem saborear os detalhes? O que é esse mundo que tem tanto poder nas mãos e tantos problemas psicológicos na cabeça?
Spotlight é para nos trazer de volta à vida, ou melhor dizendo, nos fazer reviver a história sob uma nova perspectiva. É pensar. É refletir. É se emocionar. E finalmente agir, sem medo. Spotlight lembra a mim (e a qualquer outro jornalista, tenho certeza) o quanto somos humanos e do motivo pelo qual escolhi esta profissão... E neste momento, só tenho a agradecer por isso.